Joyce Moreno, uma das vozes mais respeitadas da música brasileira, está prestes a lançar seu novo álbum, intitulado “Never too soon”, na próxima sexta-feira, 30 de outubro. Com nove faixas que mesclam a tradição do samba à modernidade do jazz, a artista carioca reafirma sua relevância no cenário musical contemporâneo. A produção do disco é uma colaboração entre Joyce e seu parceiro de longa data, Tutty Moreno, prometendo um trabalho coeso e autêntico.
O álbum se abre com “Não à toa”, um afro-samba que estabelece um tom profundo e reflexivo. Em seguida, “Respira fundo” destaca-se, trazendo uma mensagem de esperança em um momento de incertezas. A presença do coro familiar, com a filha Ana Martins e os netos de Joyce, infunde a música com uma sensação de calor e união, ressaltando a importância da família na vida e na arte da cantora.
Com “Never too soon”, lançado pela gravadora britânica Far Out Recordings, Joyce continua sua trajetória de inovação musical, que começou há 27 anos com “Hard bossa”. O álbum é uma demonstração da capacidade da artista de reinventar seu som, mantendo a essência do samba-jazz que a consagrou. A faixa “Chovendo na Horta (For my brother Toninho)”, uma homenagem ao compositor Toninho Horta, é um exemplo claro dessa habilidade, trazendo uma sonoridade familiar que encanta mesmo após três décadas.
Uma das surpresas de “Never too soon” é a reinterpretação de “Aldeia de Ogum”, que já fez parte do icônico álbum “Feminina” de 1980. Essa nova versão, enriquecida pelos arranjos de Nailor Proveta, mostra como a obra de Joyce permanece atemporal, capaz de dialogar com novas gerações. Além disso, a regravação de “Beija-me”, um samba clássico de 1943, reforça o caráter dançante do álbum, que flerta com diferentes ritmos, do mais suave ao mais contagiante.
Com uma banda sólida ao seu lado, Joyce Moreno se destaca não apenas como cantora, mas também como uma instrumentista excepcional. O álbum encerra com “4:08”, uma composição em inglês que, com os arranjos de trompete de José Arimatéa, deixa claro que a artista ainda tem muito a oferecer. “Never too soon” é, sem dúvida, um testemunho da força e da criatividade de Joyce, que continua a dominar o samba-jazz, mesmo em tempos desafiadores.


