terça-feira, 20/10/2026

A importância de ‘O Outro Lado das Redes’ nos cursos de Jornalismo é reconhecida pelo g1.

Com estreia marcada para esta quinta-feira (22), “O Outro Lado das Redes” chega aos cinemas brasileiros em um momento crucial, especialmente com o segundo turno das eleições presidenciais se aproximando. Sob a direção e…

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Com estreia marcada para esta quinta-feira (22), “O Outro Lado das Redes” chega aos cinemas brasileiros em um momento crucial, especialmente com o segundo turno das eleições presidenciais se aproximando. Sob a direção e roteiro de Aaron Sorkin, conhecido por obras como “A Rede Social” e “Os 7 de Chicago”, o longa foca na investigação jornalística “The Facebook Files”, que expôs em 2021 os segredos obscuros da gigante da tecnologia, revelando um lado sombrio da plataforma.

A trama se concentra na jornada do repórter Jeff Horwitz, interpretado por Jeremy Allen White, que desbrava o mundo das redes sociais após receber documentos vazados de Frances Haugen, uma engenheira que trouxe à luz as práticas prejudiciais do Facebook. O filme destaca como o algoritmo da plataforma priorizava conteúdos que geravam raiva e polarização, contribuindo para a propagação de discursos de ódio e desinformação.

O elenco ainda conta com Mikey Madison, que brilha no papel de Haugen, e Jeremy Strong, que dá vida a Mark Zuckerberg, apresentando uma nova faceta do CEO da Meta. O contexto eleitoral brasileiro torna a discussão especialmente pertinente, uma vez que as redes sociais desempenham um papel central no cenário político e são frequentemente acusadas de manipular a opinião pública.

O desenvolvimento da narrativa é fascinante, mostrando a luta diária do jornalista em busca da verdade. Horwitz, um setorista de política sem experiência em tecnologia, enfrenta desafios para entender um universo complexo, mas sua intuição e determinação se destacam. A parceria com Haugen é fundamental, pois ela fornece as informações necessárias para desvendar como o Facebook manipulava o engajamento dos usuários.

Dividido entre os anos de 2019 e 2021, o filme também reflete sobre a pandemia e o impacto das fake news durante esse período crítico. Cenas que retratam a desinformação sobre o coronavírus ressoam fortemente com a realidade brasileira, onde a luta contra a desinformação se intensificou nos últimos anos.

As atuações são um dos pontos altos da produção. Mikey Madison traz profundidade a uma personagem complexa, enquanto Jeremy Allen White é convincente como um repórter incansável, disposto a enfrentar até seus superiores para seguir a investigação. Jeremy Strong, por sua vez, captura com precisão a essência de Zuckerberg, evitando a caricatura e oferecendo uma visão mais sutil do empresário.

Através de sua narrativa, “O Outro Lado das Redes” se alinha a outros filmes que celebram a importância do jornalismo investigativo, como “The Post” e “She Said”. A obra não apenas expõe as fraquezas da plataforma, mas também questiona a relação entre poder e a verdade, evocando uma reflexão sobre o papel da imprensa em tempos de crise. A imagem de Zuckerberg cercado por segurança é um símbolo poderoso da desconexão entre figuras de poder e a sociedade, ressaltando a urgência de debater esses temas.

Crédito da imagem: Trailer dublado de 'O Outro Lado das Redes'.