Na próxima quarta-feira, 28 de outubro, Bruno Capinan apresenta ao mundo seu mais novo trabalho, o álbum “Beijo de bicho”, o sétimo de sua carreira. O cantor e compositor baiano, que recentemente retornou a Salvador após mais de duas décadas vivendo em Toronto, traz uma obra que reflete sua vivência e suas influências.
A capa do álbum, concebida a partir de uma ideia de Capinan e Diogo Santana e capturada pelo fotógrafo Ibsen Santos, revela uma cena rica e simbólica. Inspirada nos Carnavais do Recôncavo Baiano, a imagem representa um “amanhecer depois da orgia”, onde os corpos descansam e as máscaras permanecem, evocando a complexidade da cultura brasileira e a cena queer.
“Beijo de bicho” foi gravado entre 2015 e 2016 em diversas cidades, incluindo Rio de Janeiro, São Paulo e Los Angeles, e é composto por onze faixas inéditas que abordam temas universais como amor, desejo e política. O álbum transita por ritmos variados como samba, funk e ijexá, refletindo a diversidade musical que caracteriza a obra de Capinan.
O artista não apenas canta, mas também toca violão de nylon e assina a produção musical ao lado de Lucas Nunes. A coprodução conta com a colaboração de Vivian Kuczynski e Leo Marques, que trazem uma sonoridade rica e contemporânea ao projeto. “Beijo de bicho” é descrito por Capinan como uma representação de sua visão do Brasil, onde ele ressignifica a bandeira nacional com um toque de ironia, enfrentando a rigidez de certos setores da sociedade.
Entre as faixas do álbum, destaca-se “Baby (Tudo é relativo)”, uma homenagem a Gal Costa, que traz no título uma referência à famosa canção “Baby”, de Caetano Veloso. Outro ponto alto é “Sailormoon”, uma parceria póstuma com o poeta Waly Salomão, que Capinan musicou a partir de um poema do autor. O álbum também conta com participações especiais, incluindo a cantora Illy e a atriz Belize Pombal, que enriquece a obra com suas vozes em várias faixas.
Com “Beijo de bicho”, Bruno Capinan promete não apenas apresentar novas músicas, mas também estabelecer um diálogo profundo sobre identidade e cultura, reafirmando sua importância na cena musical contemporânea. O álbum será lançado no Brasil e em outros países, incluindo o Japão e a França, por meio dos selos Dobra Discos e Pineapple French Pop.


