Dionne Warwick, uma das vozes mais icônicas da música pop americana, tem uma conexão histórica com a música brasileira que transcende fronteiras. No último sábado, 17 de outubro, a cantora se apresentou na casa Vivo Rio, no Rio de Janeiro, em um show que reafirmou essa relação especial, inserindo clássicos brasileiros em seu repertório e celebrando sua turnê de despedida, “Over and out – A farewell tour”.
Desde a década de 1990, quando Warwick começou a frequentar o Brasil, sua apreciação pela bossa nova e pelo samba se tornou evidente. Durante sua apresentação, a artista, que se aproxima dos 86 anos, utilizou sua voz em tons mais baixos que se harmonizam perfeitamente com a musicalidade brasileira. A abertura do show trouxe “Garota de Ipanema”, um dos sambas mais emblemáticos de Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, que foi lançado no mesmo ano em que Warwick começou sua carreira solo. Essa escolha não foi apenas uma homenagem, mas também uma demonstração do profundo respeito que a cantora tem pela música do país.
O espetáculo seguiu com “Na Baixa do Sapateiro”, que Warwick interpretou em inglês, arriscando até algumas palavras em português, o que encantou o público presente. Em um momento de pura magia musical, Dionne apresentou um medley de canções de Tom Jobim, incluindo “Quiet nights of quiet stars” e “Waters of march”, mostrando sua versatilidade e entrega nas interpretações.
O ápice da apresentação veio com “Aquarela do Brasil”, onde a artista pintou um quadro sonoro vibrante, refletindo sua paixão pelo país e sua cultura. Ao final do show, ela se despediu do público carioca com a promessa de que, embora não estivesse mais nos palcos, continuaria a viver sua vida no Brasil, frequentando shoppings e praias, mantendo viva a conexão que estabeleceu com o país.
Dionne Warwick, com sua trajetória e seu amor pela música brasileira, não apenas se despediu dos palcos, mas também deixou uma marca indelével na história cultural do Brasil, reafirmando que a arte é um elo poderoso que une nações e corações.


