sábado, 31/10/2026

Imagens aéreas revelam a multidão de fãs no Morumbi durante o segundo dia de apresentação do BTS em São Paulo.

Na noite desta sexta-feira (30), o Morumbi, um dos maiores estádios do Brasil, tornou-se um mar de luz e emoção com a presença maciça de fãs do BTS, durante o segundo dia de shows…

Compartilhe:

Na noite desta sexta-feira (30), o Morumbi, um dos maiores estádios do Brasil, tornou-se um mar de luz e emoção com a presença maciça de fãs do BTS, durante o segundo dia de shows do grupo sul-coreano em São Paulo. Com capacidade para 84 mil pessoas, o estádio recebeu uma multidão ansiosa que ocupou cada espaço disponível, desde as arquibancadas até o gramado ao redor do palco.

O BTS, que surgiu em 2013, rapidamente conquistou uma base de fãs global conhecida como ARMY. Essa comunidade não só apoia o grupo nas redes sociais, mas se mobiliza para ações que promovem a música e a interação entre seus membros. A união de diferentes gerações foi evidente entre os presentes, muitos dos quais enfrentaram longas filas desde as primeiras horas da manhã para garantir seu lugar no espetáculo.

Às 17h, o clima já era de festa, com os fãs se reunindo e criando uma atmosfera de expectativa. Isso culminou em um espetáculo visual às 20h, quando o BTS subiu ao palco. Os famosos “army bombs”, bastões de luz que mudam de cor e se sincronizam com a música, transformaram o estádio em um verdadeiro show de luzes, refletindo a paixão incondicional dos fãs pelo grupo.

Entretanto, a organização do evento não foi isenta de desafios. Um incidente nas proximidades do Hospital Albert Einstein causou confusão, com fãs correndo em direção aos portões quando as barreiras foram abertas. Este ano, os fãs foram proibidos de acampar em frente ao estádio, uma medida implementada após episódios de desordem em edições anteriores.

Entre os presentes, histórias emocionantes se destacam. Maria Margarete Boff, de 60 anos, viajou de Caxias do Sul para ver o grupo que a ajudou a superar momentos difíceis. Sua relação com a música do BTS, especialmente com Suga, a levou a criar uma comunidade de fãs dedicada a ações sociais. A conexão emocional que muitos têm com os integrantes do grupo evidencia o impacto que a música pode ter na vida das pessoas.

Outras fãs, como Luciana Rebeschini, de 50 anos, optaram por se vestir com hanboks, roupa tradicional coreana, como forma de homenagear os artistas e celebrar a cultura sul-coreana. Mães e filhas, como Adriana e Carla Fantin, compartilharam a experiência de se tornarem fãs do grupo, mostrando que a música do BTS transcende gerações.

O BTS, que recentemente lançou seu novo álbum “Arirang”, após um hiato devido ao serviço militar obrigatório dos integrantes, reafirma seu lugar como ícone do K-pop. O disco, descrito como uma ode aos fãs, reflete a jornada do grupo e a conexão que estabeleceram com seu público ao longo dos anos.

Enquanto o Morumbi vibrava com a energia contagiante da ARMY, ficou claro que a música do BTS vai além do entretenimento; ela une pessoas e transforma vidas, criando laços que perduram muito além do espetáculo ao vivo.