J.K. Rowling voltou a se manifestar sobre suas polêmicas opiniões políticas, especialmente em relação à comunidade trans, seis anos após ser alvo de intensas críticas por seus comentários considerados transfóbicos. Em um texto publicado em seu site, a autora da famosa série “Harry Potter” reafirma que suas convicções permanecem inalteradas, mesmo diante do assédio e das ameaças de morte que a perseguem desde então.
A autora relembra um episódio de 2020, quando reagiu a um artigo que utilizava a expressão “pessoas que menstruam”, questionando a ausência da palavra “mulher” no debate. Sua resposta provocou uma onda de indignação, rotulando-a de transfóbica e gerando uma série de ataques pessoais. Rowling descreve essa experiência como uma consequência de sua tentativa de defender o que considera a linguagem degradante utilizada em discussões sobre gênero.
Rowling destaca que, apesar de suas opiniões manterem-se firmes, o contexto social se transformou significativamente. Ela menciona que seu envolvimento com a questão se tornou tanto prático quanto teórico, especialmente por meio do apoio financeiro de seu instituto, o J.K. Rowling Women’s Fund, a ações judiciais em defesa de grupos feministas. A autora reconhece a vulnerabilidade de pessoas trans, afirmando que elas não devem ser discriminadas em relação a emprego ou moradia, mas critica o que vê como uma elitização do ativismo trans, que ignora as preocupações das mulheres.
Além disso, Rowling ressalta que a luta pelos direitos civis, que antes mobilizava pessoas comuns contra instituições poderosas, se distorceu no ativismo contemporâneo. Para ela, o movimento atual tem se mostrado elitista e intimidante, criando um ambiente hostil onde as mulheres são punidas por expressar suas preocupações. A autora encerra seu texto pedindo empatia e compreensão para as mulheres que, segundo ela, apenas desejam ter suas vozes ouvidas sem serem alvo de ameaças.


