segunda-feira, 19/10/2026

Jorge Ben Jor homenageia trajetória musical com show emocionante em estádio cheio

O show de Jorge Ben Jor no Nubank Parque, em São Paulo, no último sábado (17), foi um verdadeiro espetáculo que desafiou a noção de idade. Com 87 anos, o artista surpreendeu a todos…

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O show de Jorge Ben Jor no Nubank Parque, em São Paulo, no último sábado (17), foi um verdadeiro espetáculo que desafiou a noção de idade. Com 87 anos, o artista surpreendeu a todos ao apresentar um vigor impressionante por mais de duas horas, desmentindo qualquer expectativa relacionada ao seu tempo de vida. A energia do cantor, que se apresenta apenas algumas vezes por ano, era palpável e contagiante, tornando o evento um marco na cena musical atual.

Intitulado “Alquimia Popular Brasileira”, o show gerou expectativas de uma homenagem a seu aclamado álbum “A Tábua de Esmeralda”. Contudo, a apresentação seguiu um formato familiar, embora com algumas adições, como a inclusão da canção “Errare Humanum Est”. O que realmente se destacou foi a produção do espetáculo, com uma estrutura de palco bem elaborada que utilizou telões cúbicos e um telão circular, conferindo um toque moderno ao ambiente sem perder a essência do artista.

Com um público estimado em 51 mil pessoas, segundo a assessoria, o show não era uma despedida nem uma celebração de milésimos, mas sim uma ode a uma trajetória musical singular, realizada em plena atividade. Desde o início da apresentação, Jorge Ben não deu descanso à plateia, intercalando sucessos como “Magnólia” e “País Tropical” com uma performance intensa e envolvente.

Apesar de sua natureza lacônica, o cantor surpreendeu ao se emocionar durante a apresentação, especialmente ao adaptar a letra de “Alcohol” para se dirigir ao público. Este momento de vulnerabilidade tocou a todos e culminou em uma ovada calorosa. O clima de expectativa também se intensificou com a proximidade das eleições presidenciais, um tema que pairava sobre o público, embora Jorge Ben optasse por não se manifestar diretamente.

Durante “Costa do Marfim”, a plateia respondeu com gritos de apoio político, revelando a polarização que permeia o Brasil atualmente. No entanto, a presença de artistas como Samuel Rosa, Baby do Brasil e Rael no palco, todos juntos em “Taj Mahal”, reafirmou o poder unificador da música de Jorge Ben Jor, mesmo em tempos de divisão. A noite deixou claro que, mesmo diante de desafios, a cultura brasileira e sua capacidade de celebração permanecem intactas, refletindo a essência de um artista que é, indiscutivelmente, um ícone do nosso tempo.