O caso de Russell Brand, ator e comediante britânico, ganhou novos contornos nesta sexta-feira (16) durante um julgamento em Londres, onde ele é acusado de crimes sexuais por seis mulheres. Uma das denunciantes relatou ao tribunal um episódio perturbador, em que Brand teria tentado arrastá-la para dentro de um banheiro masculino em 2001, transformação que a mulher descreveu como a de um “maníaco de olhos arregalados”.
Com um passado como um dos apresentadores mais populares do Reino Unido e ex-marido da cantora Katy Perry, Brand enfrenta sérias acusações, incluindo três estupros e múltiplas agressões sexuais, ocorridas entre 1999 e 2009. O comediante nega todas as acusações, afirmando que nunca se envolveu em atividades sexuais sem consentimento.
No Tribunal da Coroa de Southwark, a testemunha relatou como, após uma interação aparentemente amigável, Brand rapidamente se tornou agressivo. Segundo seu depoimento, após uma troca de brincadeiras sobre sua camiseta, ele a puxou para o banheiro, insistindo em que ela o acompanhasse. “Ele me segurou pelo braço e começou a me puxar, dizendo: ‘vamos, entre comigo’”, contou, destacando que conseguiu se desvencilhar dele após cerca de 20 segundos de tensão.
Curiosamente, a mulher não havia denunciado o incidente na época, acreditando que sua palavra não teria peso contra a de Brand. A decisão de procurar a polícia veio após assistir a um documentário sobre o comediante, lançado em 2023, que aparentemente trouxe à tona suas memórias reprimidas. O advogado de Brand, Ian Winter, minimizou o episódio, chamando-o de “breve” e sugerindo que a percepção da mulher mudou após o documentário.
As seis mulheres que apresentaram queixas contra Brand têm direito ao anonimato, e o juiz Joel Bennathan informou que elas se sentiram motivadas a procurar a justiça após o documentário. O julgamento, que deve durar aproximadamente seis semanas, continua a expor detalhes chocantes e complexos de um caso que já atraiu ampla atenção da mídia e do público.


